terça-feira, 3 de março de 2015

Carta aos Professores e Funcionários de Escolas e CMEIs



Carta aos Professores e Funcionários de Escolas e CMEIs
AGRAVA-SE A CRISE NA EDUCAÇÃO MUNICIPAL DE SARANDI

  1. Escolas com falta de professores: onde não se garante nem mesmo as quatro (20%) de horas-atividade do professor, quando desde 2011 a lei prevê sete (33%);
  2. Desvalorização do professor: o baixo salário leva a uma alta rotatividade dos professores. Em 2015 a maioria dos professores da rede municipal não teve aumento real de salários;
  3. Escolas com pedagogos “convidados”, retirando professores da sala de aula, mesmo com candidatos aprovados em concurso e aguardando serem convocados, (concurso expira em setembro);
  4. Escolas sem número adequado de servidores gerais, merendeiras, administrativos;
  5. Projetos escolares em risco: sala de informática, contra-turno e outros;
  6. Fala-se em fechamento de turmas menores, com redistribuição de alunos em outras salas, o que significa salas superlotadas;
  7. Centros de Educação Infantil abertos com capacidade reduzida de alunos por falta de funcionários;
  8. Plano de carreira, que deveria ter sido revisto, esta há mais de um ano na gaveta, esperando a tabela que a secretaria de educação nunca licita;
  9. Restrição na liberação das licenças prêmios;
  10. Contratação de estagiários para trabalhar nos Centros de Educação Infantil, não como reforço, mas como saída de emergência;
  11.  Professor regente de sala fazendo papel de recreador, pois não tem professor de educação física;
  12. Escolas sucateadas, Má gestão nas obras de Espaços Públicos – se gasta dinheiro nas reformas e depois aparecem rachaduras, buracos etc.;


Uma realidade bem diferente da que foi prometida pela secretária de educação, há um ano no cargo.De nossa parte sempre alertamos que estávamos caminhando para uma situação pior que a de 2013, quando a classe teve que fazer uma greve.
A RESISTÊNCIA EXISTE!
Um movimento espontâneo começa a ganhar força nas escolas: a recusa dos professores em abrir mão da hora-atividade. Na Escola Ayres Aniceto de Andrade os professores por unanimidade se recusaram abrir mão de seu direito, obrigando a secretária de educação a colocar os professores da secretaria nas salas para não deixar os alunos sem aula.
Exagero?
Não. Exemplo!
Por muito tempo os professores e funcionários de escolas estão “colaborando” com a administração para não prejudicar os alunos, mas nunca tiveram reconhecimento e os problemas não são solucionados.
Ficar sem hora atividade significa levar trabalho para casa (sem receber horas-extra) e ainda assim ver a qualidade do ensino despencar.
A Lei do Piso Salarial Nacional do professor é de 2008 e foi ratificada pelo STF em 2011, mas até hoje o prefeito não a cumpre na sua integralidade, não garantindo os 33% de horas-atividade e neste ano nem mesmo os 20%.
O SISMUS se coloca ao lado dos professores do Ayres e de outras escolas para lutar a sua frente por uma educação de qualidade em nosso município, começando por garantir os direitos dos trabalhadores.
Mais do que isso, o SISMUS chama dos os professores de todas as escolas a seguirem o exemplo dos professores da escola Ayres. SIM, basta de colaborar com o descaso, com a piora da qualidade da educação, pois é disso que se trata.
Quando aceitamos um salário baixo, um plano de carreira que não valoriza, quando aceitamos salas superlotadas e abrimos mão da nossa hora atividade o que estamos construindo?
Uma educação de qualidade? Não.
Estamos a aceitar a precarização da educação que penaliza a todos; professores, pedagogos, diretores, funcionários e principalmente os alunos!
BASTA!
No próximo dia 05 de março a direção do SISMUS teria em reunião com a secretaria de educação e os setores da administração, mas pela terceira vez a data da reunião foi modificada.
Basta, é necessária uma ação forte da classe dos professores, uma grande mobilização pública apoiada pelos funcionários de escolas, a exemplo dos professores e funcionários estaduais em luta contra os ataques do governador Beto Richa (PSDB) aos direitos dos servidores do estado.
Só assim conseguiremos impor uma negociação séria com o prefeito Carlos de Paula e a secretária de educação sobre nossas reivindicações.
POR UMA EDUCAÇÃO DE QUALIDADE É URGENTE:
  • Realização de novos concursos para professor, educador infantil, professor de educação física e professor pedagogo e convocação de todos os aprovados no ultimo concurso;
  • Volta de todos os professores em “disfunção” na SMED e em outras secretarias para as escolas;
  • Aplicação imediata dos 33% de horas-atividade nas escolas e CMEIs;
  • Concurso para servidores administrativos, merendeiras, zeladoras para as Escolas e CMEIs;
  • Revisão do P.C.C.R. do Magistério com a imediata apresentação da tabela salarial;
  • Aumento real de 6,87% na tabela a todos os professores, referente a reajuste do piso que foi de 13,01%;
  • Transparência na liberação das licenças prêmios: lista por escolas e centros e lista geral disponível do portal da secretaria de educação;
  • Garantia de funcionamento de todos os projetos escolares.
  • Reformas estruturais das escolas e CMEIs que estão sofrendo com a precariedade de seus prédios;


ORGANIZE-SE E LUTE
A direção do SISMUS apoiado na decisão dos servidores presentes na ultima assembleia da categoria convoca para segunda de março, uma grande assembleia da educação, para deliberar as ações da classe na defesa dos seus salários, direitos e de uma escola pública e de qualidade.
Basta de colaboração é hora da ação independente dos trabalhadores.

ASSEMBLEIA DA EDUCAÇÃO
DATA: 11/03/15 Local: Câmara Municipal de Sarandi
HORA: 18h (1° chamada) e 18h e 30 min. (início)

Gestão:
“Servidores em Luta”