quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

ASSEMBLÉIA DO MAGISTÉRIO DA NOVO IMPULSO A CAMPANHA SALARIAL DE 2016

Profissionais do magistério municipal, reunidos no dia 26 de novembro, em assembléia, discutiram entre outras pautas, o reajuste do magistério municipal, cuja data base é janeiro de 2015.
O destaque nas falas dos presentes que tomaram a palavra é o descontentamento e a preocupação com a “carreira”.
Como a administração municipal não vem aplicando o índice de correção do Piso Salarial Nacional do Magistério na tabela a todos os profissionais, esta havendo uma estagnação da carreira do magistério.
Ano após ano o salário inicial é reajustado acima dos salários dos demais profissionais que já estão a mais tempo no município, isto tem tornado a valorização horizontal (tempo de serviço) irrisória, a diferença salarial de um profissional com a mesma formação em inicio de carreira no município e outro já com muitos anos na rede é praticamente nula.
Os profissionais do magistério compreendem que a Lei do Piso Salarial do Magistério é uma conquista, que impulsiona a valorização dos professores, mas insuficiente para garantir a valorização da carreira. Sem reajuste linear a todos os profissionais do magistério o piso virou teto.
Essa política salarial da administração tem gerado forte impacto negativo sob os profissionais da educação, entre os mais antigos principalmente, mas também sob os mais novos que não tem perspectiva de carreira e por isso passam a buscar concursos em outras cidades.

Aplicação do Índice do Piso a todos e ainda mais
Não vamos admitir que sejam usados dois índices de reajuste como vem sendo feito pelo prefeito, o do PISO/MEC (valor aluno ano) e o INPC (inflação). Inclusive decidiu-se nesta assembléia estudar todas as medidas legais cabíveis para defender o tratamento isonômico aos profissionais da educação.
Decidiu-se exigir do prefeito e da secretaria de educação que seja aplicado o índice de correção do PISO a todos os profissionais do magistério, na tabela, de maneira linear.
Ainda  vamos buscar a isonomia salarial com outros profissionais do município, hoje um professor ganha em média 60% do salário de um profissional de outra área com formação de nível superior.

Em movimento e nas ruas
O mais importante foi à decisão dos presentes em se por em movimento pelas suas reivindicações, por unanimidade decidimos organizar uma delegação de representantes das unidades escolares para ir ao gabinete do prefeito e exigir a imediata abertura de negociações da campanha salarial
Decidimos também sair as ruas em passeata no dia 17 de dezembro em defesa da Lei do Piso Salarial, por Valorização da Carreira (revisão do PCCR Magistério), por novos concursos e melhores condições físicas das escolas.
Assim vamos encerrar o ano letivo com um grito de alerta a comunidade escolar sobre as precárias condições da educação municipal, ao mesmo tempo, nos preparamos para um enfretamento maior com a administração na volta às aulas, caso não sejamos atendidos em nossas reivindicações.

Os trabalhadores da educação municipal já demonstram sua coragem e sua disposição de luta uma vez, temos confiança de que juntos podemos conquistar nossas reivindicações.
Servidores em luta!