quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Democracia com a corda no pescoço

A última semana de novembro certamente será marcada por fatos que nos trazem tristeza, mas que acima de tudo, mostram indignação. Nos últimos dias, choramos à perda irreparável da vida de jogadores, comissão técnica e dirigentes da Chapecoense e jornalistas que estavam no voo que caiu em Medellin, Colômbia, vitimando mais de 70 pessoas. 
Não bastasse esse choque, ainda ficamos perplexos com a aprovação em Brasília, mais especificamente no Senado Federal da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55, - PEC da morte -. Na ocasião, militantes que estavam nas ruas em volta do Congresso, foram duramente reprimidos e agredidos pela tropa de choque da Polícia Militar de Brasília.
Foram 61 votos contra 14 em primeiro turno. Meio caminho andado. Nós do SISMUS já alertamos o que representa essa PEC, mas não custa lembrar. Caso seja aprovada, os gastos públicos serão congelados pelos próximos 20 anos, isso representa menos recursos em saúde, educação, assistência social e outros.
O governo golpista de Michel Temer (PMDB) está se fragilizando, não consegue conter os escândalos evolvendo o alto escalão de seu governo, o caso mais recente é o do ex-ministro Gedel Vieira Lima. Outro ataque à sociedade brasileira é o projeto de iniciativa popular das 10 medidas contra a corrupção, que foi retaliado e com certeza não representa os anseios de mudança da população brasileira.
Infelizmente, estamos assistindo a um assassinato da democracia, dos direitos trabalhistas e de tudo o que conquistamos com muito esforço e luta.