quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Assembleia delibera por continuar a luta por ganho real

No início da noite desta terça-feira (24), servidores municipais de Sarandi compareceram a assembleia da Campanha Salarial 2017, para deliberar sobre a resposta da administração às pautas elaboradas pela categoria em novembro. Como sempre negociar com a gestão municipal, não foi fácil, a equipe do atual prefeito, a todo momento, reforçava a ideia de que o município estava em condição financeira calamitosa. Apesar disso, houve diálogo e apresentamos abaixo o que foi apresentado a categoria pelo prefeito e o que os trabalhadores deliberaram na assembleia.

Em relação a reposição salarial, a equipe do prefeito Walter Volpato (PSDB), apresentou uma proposta de reajuste apenas da inflação no período, (com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor) de 6,58%. Os trabalhadores aprovaram o índice, mas estão dispostos a lutar para que a ausência de ganho real seja compensada com a implantação de um modelo de cartão alimentação ainda este ano, dessa forma, os servidores podem escolher no mercado quais produtos ele quer comprar.

Outras pautas também foram apresentadas, como o piso salarial dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e dos Agentes de Saúde Ambiental (ASA), piso do magistério e perícias para laudos de insalubridade e periculosidade. O Sismus reforçou estes assuntos na mesa de negociação, mas houve poucos avanços imediatos nestes temas. O que de fato representa uma conquista é que a administração concordou em criar uma comissão para discutir, por exemplo, a criação de um programa de saúde ocupacional, algo que acreditamos vai beneficiar o servidor. O grupo deve contar com três representantes nomeados pelo prefeito e três indicados pelo sindicato.

Portanto, a luta não acabou, precisamos nos manter organizados e mobilizados. O sindicato é composto por servidores que devem se unir para lutar por melhorias trabalhistas, garantias de direitos e avanços nas condições de trabalho. A assembleia de ontem, mostrou que ainda estamos longe de uma efetiva mobilização dos setores para conquistar vitórias que só serão reais a partir do momento em que comparecermos as assembleias e estejamos dispostos a fazer o enfrentamento com o patrão.

A Campanha Salarial se encerra, mas a luta não, como diz nosso lema deste ano "Resistir para Vencer".