quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Magistério decide concentrar forças na luta pelo vale-alimentação

Na noite de ontem (quarta-feira, 22) professores e educadores infantis se reuniram na Câmara Municipal de Sarandi para deliberar soluções para alguns problemas que tem afetado a categoria. Entre eles, a revisão do Plano de Carreira, Cargos e Remuneração (PCCR), hora-atividade, piso do magistério, concessão de licenças prêmio entre outros assuntos.

Com relação ao piso do magistério, a categoria aceitou os 6,58% de reajuste oferecido pela administração e deliberou concentrar forças na luta pela conquista do vale-alimentação que pode trazer ganho real para os trabalhadores. Sendo assim, foi aprovada a concentração dos profissionais na sessão da Câmara de Vereadores no próximo dia 1º de março às 17h para buscar o apoio os parlamentares.

Referente à hora-atividade, os profissionais entenderam que o melhor caminho é continuar com a luta na justiça pela garantia desse DIREITO estabelecido por Lei Federal, e que, portanto, deve ser respeitado pela administração. O processo está correndo na justiça e segundo, a dirigente do Sismus, Alba Soares, a ação foi encaminhada ao desembargador da justiça estadual para que seja dado parecer, tendo em vista que o sindicato recorreu da decisão anterior que havia julgado improcedente a concessão da hora-atividade.

O Sismus também vai reivindicar \a contratação de professores, pois existe vaga real e concurso vigente e segundo a secretária de educação faltariam 40 professores. Como medida urgente, a assembleia deliberou cobrar da administração que os professores convidados pela Secretaria para atuarem como coordenadores pedagógicos voltem para a sala de aula.

Com relação ao PCCR assembleia decidiu então reivindicar a atualização do plano, tendo como base o Plano Municipal de Educação, de 2015 que inclusive previa uma mudança de valores na elevação horizontal e vertical que deveria ser implantada em 2016 e não foi, o que significa que duas leis não estão sendo cumpridas, o Plano de Carreira e o PME. O jurídico está avaliando a possibilidade de proceder ação cobrando o ressarcimento dos servidores com o prejuízo das elevações que não foram pagas ano passado.

Sobre a concessão de licenças prêmio, a advogada do Sismus Gisele Veneri, lembrou que este é um direito do servidor, concedido após o período de cinco anos no serviço público. A deliberação para aqueles que não estão tendo suas respectivas licenças concedidas é que a pessoa vá ao sindicato,  para que o jurídico faça uma avaliação e assim para proceder ou não com ação para a garantia desse direito.

Outro assunto que foi discutido é o ingresso de ação solicitando pagamento retroativo as educadoras que faziam 6h, mas recebiam por 4h. A decisão da assembleia é que os servidores prejudicados devem, comparecer à sede do sindicato retirar o roll de documentos para ingressar com ação na justiça.

Quanto as assistentes de creche que reivindicam ser enquadradas no Plano de Carreira do Magistério, o jurídico está estudando a possibilidade de fazer essa reivindicação.

Os servidores tiraram várias dúvidas e apresentaram reclamações, sobre outros assuntos como avaliação das pedagogas e falta de profissionais nas escolas e CMEIs. No entanto, novamente, a participação dos trabalhadores da categoria não foi suficiente para que o sindicato planeje mobilizações para pressionar o prefeito.

Acreditamos que a força que temos é nossa organização e luta, se o patrão não vê isso nos servidores não haverá conquistas, portanto, precisamos da ajuda de todos para lutar contra os ataques aos direitos de todos os trabalhadores da educação municipal de Sarandi.