quinta-feira, 16 de março de 2017

Servidores de Sarandi protestam contra as reforma da previdência e trabalhista

Na tarde desta quarta-feira (15), servidores de várias secretarias atenderam ao chamado do Sismus e compareceram à Praça do Pioneiros, para protestar contra as reformas da previdência e trabalhista. Com faixas e palavras de ordem, os trabalhadores mostraram que não vão aceitar os mandos de um governo golpista.

O servidor da autarquia Águas de Sarandi, Paulo Sérgio de Andrade, entende que "a gente tem que correr atrás dos direitos e essa é uma das maneiras para fazer isso". Sobre os colgas que ainda não entenderam a importância da organização e combate a esta política de Temer (PMDB), o trabalhador reforça, "Se eles não correrem atrás dos seus direitos não vão receber nada na mão".

O padre José Aparecido da Paróquia Santa Terezinha esteve presente no evento e falou sobre a importância de o povo entender que o governo apresenta essa proposta como uma coisa positiva, sempre à favor da população, mas na verdade, não vai ser assim. "É importante que se faça uma reforma, mas não é justo que a população mais carente pague por isso", diz o pároco.

Dirigentes do Sindicato dos Servidores Municipais de Maringá (Sismmar), o ex-vereador Bianco, líderes de movimentos estudantis, entre outros movimentos sociais, também marcaram presença no evento e mostraram que em Sarandi a população não vai aceitar essas "deformas" que estão sendo propostas pelo governo federal.

O que pode acontecer?

Se for aprovada, a reforma da previdência, vai:


  • Aumentar a idade mínima para se aposentar de 65 anos para homens e mulheres. (aposentadoria parcial);
  • Receber a aposentadoria integral depois de 49 anos de contribuição;
  • aumentar o tempo de contribuição do trabalhador rural de 20 para 25 anos;
  • Entre outras.