terça-feira, 15 de agosto de 2017

Professores podem não entrar em sala a partir de hoje

Os professores da Escola Municipal Machado de Assis estão passando por uma situação dramática. Desde o início do ano, por falta de professores no quadro de funcionários, eles estão abrindo mão de duas das seis horas-atividades a que tem direito. A situação que já era difícil ficou pior nos últimos meses, quando os docentes estavam ameaçados de perder todas as horas extraclasses, devido a transferência de professores para outras funções na rede ou aposentadorias (duas num único dia) somado a lentidão e baixo número de convocados dos aprovados em concurso.

Na tarde de sexta-feira (04 de agosto), os professores reivindicaram a presença do sindicato para uma reunião na escola. Muito indignados, eles levantaram a hipótese de não entrarem em sala para cobrir aulas de outro professor em sua hora-atividade. O sindicato distribuiu ofício enviado a Secretaria Municipal de Educação (SMED) pedindo contratação de professores e exigindo a presença de docentes da rede que estão fora da sala de aula trabalhando na Secretaria, o que é perfeitamente possível em situação de emergência. A direção do Sismus garantiu apoio incondicional aos professores caso eles se recusassem a entrar em sala fora de seu horário. Por fim ficou encaminhado, por sugestão do sindicato, reunião com o conselho escolar.

Reunião com o Conselho Escolar

Na quarta-feira (09 de agosto) os membros do Conselho Escolar, do qual a diretora da escola é presidente se reuniram na própria Escola Machado Assis, o encontro contou ainda com a presença de representantes da SMED e do sindicato. Na reunião os professores explicaram há quanto tempo estão abrindo mão de seus direitos que provocam a perda na qualidade de ensino.

A SMED justificou as dificuldades pela burocracia no processo de contratação que é demorado refletindo na desistência de alguns convocados. Outro problema apontado foi a falta de índice na folha de pagamento para chamar outros aprovados.

O Sindicato foi incisivo em dizer que o problema é mais agudo e geral e que a solução só virá com planejamento e principalmente com a recomposição do quadro de professores e com a convocação imediata dos aprovados em concurso.

Diante disso, o Conselho Escolar deliberou, por proposta do SISMUS, enviar Carta ao Prefeito exigindo a recomposição imediata do quadro de professores da Escola com a chamada de novos concursados. Mas a contratação por mais ágil que seja, sempre leva algum tempo, então o Conselho aprovou a reivindicação para que a SMED mande um professor a partir de hoje (terça-feira, 15 de agosto) para garantir ao menos 4 horas-atividades. Os representantes da secretaria se comprometeram em levar a proposta a secretária. Os professores decidiram que se não forem atendidos não entrarão mais em sala a partir de hoje.

O Sismus defende que não só é possível, mas absolutamente necessário atender os professores e se coloca à disposição de maneira incondicional ao lado dos docentes. O apoio da comunidade escolar é decisivo na solução dos problemas da escola, que afinal diz respeito a todos, nossos parabéns ao Conselho e a comunidade escolar que representam.

Hoje a direção do sindicato tem agendada uma reunião com a secretária onde retomaremos o problema e lembramos que não é um caso isolado. No dia 22 de agosto, a reunião será com o prefeito onde será feita exigência da necessidade de a administração fornecer meios para contratação de professores e funcionários de apoio para toda rede municipal de ensino.
Na sequência dessas duas reuniões a direção do Sismus vai convocar assembleia da educação, em data e local a definir.

SISMUS – “Gestão servidores Em Luta”


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